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Foz do Iguaçu

Hegrisson e Adriana falam do amor pela Cosmoethos

Hegrisson e Adriana falam do amor pela Cosmoethos
Patrícia Buche Patrícia Buche
19/02/2016 09:54hs

Foto: Rose Meurer

 

Eles se conheceram no Rio de Janeiro, em 1995, quando ambos participavam de aulas de cantoterapia. Descobriram que tinham muito mais coisas em comum do que poderiam imaginar. Adriana de Lacerda Rocha tinha acabado de abrir um escritório de advocacia. “Carioca da gema”, como diz, trabalhava com processos, mas não estava satisfeita. Queria algo que fosse mais humano, assistencial, que estivesse ligado ao trato direto com dilemas pessoais.

 

Já Hegrisson Carreira Alves, também carioca, era formado em Letras e ensinava inglês. Mas também queria mais. “Sempre fui uma pessoa voltada a pesquisar alguma coisa relacionada ao autoconhecimento e sempre gostei de dar aula”, conta. Por 11 anos trabalhou em um banco. Como sempre foi muito criativo, isso lhe ajudou a desenvolver a habilidade de ensinar. Assim, largou o emprego para dedicar-se à linguística e acabou dando aulas na Cultura Inglesa, curso bastante conceituado no Rio. Sempre usou o tempo para fazer algo útil, aprender algo novo, na constante busca por algo que o completasse.

 

Quando eles se conheceram, perceberam que tinham muitas afinidades. Isso fez com que começassem a namorar. No fim de 1995, descobriram que haveria uma palestra do professor Waldo Vieira. Interessados pelo tema que abordava o parapsiquismo, a projeção da consciência e os sonhos lúcidos, eles foram ao evento e desde então são 21 anos fazendo parte da Conscienciologia.

 

Um novo caminho

 

Inicialmente eles começaram exercendo diversas tarefas do voluntariado. Colocavam-se à disposição para o que precisava ser feito. Adriana, sempre atuando na assessoria jurídica, iniciou o voluntariado recebendo o público na secretaria e monitorando cursos, e Hegrisson na parte educacional, formando professores. Depois, ambos assumiram diversas coordenações; ela na coordenação jurídica e em seguida na Diretoria Financeira; e ele na coordenação para formação docente. Nessa época, ele sugeriu que Adriana fizesse um mestrado para tornar-se professora universitária, pois o exercício da advocacia liberal não lhe estava satisfazendo. Interessada, ela fez mestrado em ciências jurídicas na PUC-RJ e depois prosseguiu na qualificação da profissão acadêmica, ingressando no doutorado em Direito na UFSC, onde pôde pesquisar o perfil do professor de Direito, estudando como ele age em sala de aula e como é a postura ética desse profissional.

 

“Com essa formação, eu questionei onde é que eu poderia ajudar mais na minha profissão. E vi que seria mais útil formando o futuro profissional, porque aí você consegue atuar na base, ao invés de você pegar um negócio contaminado. Você tenta ajudar o profissional a ser mais ético logo no início”, explica. Ela decidiu também que passaria todo o conhecimento da área de Direito para as pessoas, de forma voluntária.

 

Em 2004, a sede que estava no Rio de Janeiro foi transferida para Foz do Iguaçu. Por vontade própria, eles decidiram mudar-se para cá. Foi uma experiência completamente nova na vida do casal, que adora novos desafios. “No início a gente achou estranho, mas depois foi bom porque essa visão de fora dá uma oportunidade de você poder entender melhor como as coisas funcionam”, explica o professor.

 

O casal sempre trabalhou unido, realizando pesquisas em conjunto e incentivando um ao outro a melhorar na área de trabalho. Dessa vez foi Adriana que ajudou Hegrisson em seu mestrado com um tema bastante interessante: a linguagem do “jeitinho brasileiro”. “A gente é um casal que vai crescendo junto. Sempre nos ajudamos muito”, comenta a professora.

 

Ela já estava fazendo uma pesquisa sobre esse tema para a área do direito e o incentivou a fazer o mesmo na área da linguística. O assunto o atraiu, e Hegrisson pesquisou, estudou e hoje é mestre em sociolinguística com dissertação na temática sugerida pela Adriana. Ele afirma que no Brasil não há ninguém que tenha estudado esse assunto na área da linguística, o que o torna pioneiro no assunto – assim como Adriana, que atualmente faz pós-doutorado e tem o apoio do esposo nas pesquisas. “Eu brinco que ele é meu orientador.” 

 

Aqui na cidade continuaram a dar aulas e voluntariar na Conscienciologia. O professor Waldo Vieira sugeriu aos mais de 500 voluntários da cidade que fossem criadas ONGs para desenvolver as mais de 70 especialidades existentes na Conscienciologia. Os voluntários abraçaram a ideia e hoje, no Brasil, existem 24 ONGs ligadas à Conscienciologia, sendo que 22 delas se encontram em Foz do Iguaçu. Para os dois, o prof. Waldo lançou o desafio de criarem uma ONG voltada ao estudo da Cosmoeticologia. Foi quando nasceu, em 3 de outubro de 2015, a Cosmoethos.

 

Cosmoethos

 

A Associação Internacional de Cosmoeticologia é uma organização não governamental, sem fins lucrativos e econômicos, criada para ser um centro de pesquisa conscienciológica e conscienciocêntrica. Dedicada à pesquisa teática (teoria e prática) da Cosmoética, ela tem sede em Foz do Iguaçu e se mantém com a força do voluntariado, com vínculo consciencial. Além disso, é a primeira instituição do mundo voltada para a pesquisa da ética universal.

 

“O objetivo maior da Cosmoethos é tornar as pessoas autoconscientes da sua realidade, da sua responsabilidade ética em relação à nossa convivência com outras pessoas”, revela Hegrisson. A intenção é esclarecer as pessoas para que elas possam tomar suas próprias decisões éticas. Os voluntários repassam o conhecimento que têm, e as pessoas decidem o que fazer a partir daí.

 

Waldo Vieira incumbiu Adriana e Hegrisson de criarem a instituição, pois eles faziam parte de um grupo de voluntários que já pesquisava o tema desde 2003. “Quando você torna a ideia oficial, é como se você estivesse criando uma empresa. Isso dá mais força e atrai mais gente”, explica Adriana. E foi o que eles fizeram: aceitaram o desafio e criaram, em conjunto com outros voluntários, a Cosmoethos, no fim do ano passado.

 

A instituição possui uma gestão que funciona como um colegiado, em que nove coordenadores, específicos de diferentes áreas, reúnem-se para discutir e deliberar questões administrativas e temas a serem abordados nas palestras, assim como pesquisas a serem feitas na Cosmoethos. As decisões são tomadas em conjunto, de forma democrática. Adriana é coordenadora da parte administrativa e assessora jurídica, e Hegrisson é o coordenador-geral, sendo o responsável legal pela empresa.

 

Eles informam que as pessoas que procuram a Cosmoethos como voluntárias são motivadas pela cosmoética, porque esse é o tema que faz com que elas se identifiquem e tenham vontade de participar.

 

Cosmoethos

 

65 associados fundadores

 

9 voluntários

 

2 consultores

 

9 coordenações

 

Reunião administrativa e de voluntariado de 15 em 15 dias, alternadamente.

 

 Atividades realizadas

 

- Curso Profilaxia das Autocorrupções.

 

- Ciclo de oficinas com temáticas sobre valores, princípios, ética, moral, moralidade e imoralidade, amoralidade, bioética, cosmoética.

 

- Aulas com filmes (Videocosmoeticograma).

 

- Palestras gratuitas.

 

- Oficina gratuita de Autocosmoeticoanálise com Base em Problemas.

 

* A Cosmoethos oferece atividades gratuitas e pagas sobre diversos temas relacionados à ética e à cosmoética: palestras, debates, oficinas e cursos modulares, além de qualificação de funcionários para empresas na área da liderança cosmoética e outros.

 

O “jeitinho brasileiro”

 

Como a ONG possui uma temática abrangente e transversal, o que permite aos professores tratar de assuntos como ética, autoconscientização e reeducação, Adriana e Hegrisson passaram a abordar, nas palestras ministradas em instituições da cidade, o tema “jeitinho brasileiro e autocorrupção”, assunto que eles pesquisam há anos. “O objetivo é reeducar as pessoas em relação à ética do dia a dia”, diz o professor.

 

Nessas palestras, eles apresentam as diversas formas de ações antiéticas que muitos de nós realizamos no nosso dia a dia. E a partir de exemplos apresentados, as pessoas refletem sobre suas atitudes. “A corrupção está muito grande no país, então é uma coisa bem séria, e a gente está trabalhando bastante com isso”, explana Hegrisson.

 

O trabalho que eles realizam tem como referência o paradigma consciencial.  Um de seus pilares é a autopesquisa, ou seja, primeiro você se conhece para mudar o seu jeito de pensar e agir para só depois, por meio dos seus exemplos cosmoéticos, pensar em mudar o mundo.

 

Com esse trabalho, eles esperam tornar as pessoas mais conscientes dos seus atos, para assim diminuir a corrupção no país e quem sabe contribuir para a formação de pessoas mais humanas.

 

Endereço: Av. Felipe Wandscheer, 6.200, sala 104.

E-mail: contato@cosmoethos.org.br

Site: www.cosmoethos.org.br

Celular: (45) 9129-4122

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