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Foz do Iguaçu

Bruce: O homem que deu voz a Foz

Bruce: O homem que deu voz a Foz
Annie Grellmann Annie Grellmann
10/12/2015 14:45hs

É impossível escutar aquela voz seja em comercial ou cerimonial e, mesmo sem se virar para a televisão ou palco do evento, não pensar no baixinho na hora. A paixão pela comunicação começou quando ainda era criança, e não era incomum vê-lo com um microfone. Aliás, com apenas 10 anos de idade já participava de concursos de canto.

 

O primeiro trabalho “profissional” de Bruce Brussolo com o público foi aos 14 anos, apresentando um programa chamado “Paquera na Avenida”, na cidade onde nasceu, Alvorada do Sul (PR) – mesmo estilo do que tinha no Xis-cão em Foz. O garoto, apelidado de Nenê, colocava uma caixa de som em frente a uma lanchonete na avenida mais movimentada e ficava lá passando recados e animando a galera, que achava aquilo de passar recado para os outros o “máximo” – afinal, naquela época não existiam redes sociais nem aplicativos como o Tinder.

 

Tinder – Aplicativo multiplataforma de localização usado nos celulares para marcar encontros. O software cliente é disponível para iOS e Android.

 

O sucesso foi tanto que todas as cidades da região de Alvorada começaram a chamar o garoto para animar um município diferente todo domingo.

 

A partir daí, viu que o canto nada tinha a ver com ele, pois gostava mesmo era da emoção do contato com as pessoas. Ficou sabendo que na cidade de Cambé (PR) tinha aberto uma vaga para ser radialista na rádio FM A. Resolveu arriscar. Lá foi ele fazer o teste. O resultado recebido? O diretor da empresa disse para Bruce que desistisse e buscasse outro emprego, pois com o microfone não tinha talento algum.

 

O garoto foi para casa triste, mas quem disse que se deixou abalar? Talvez por perseverança ou “culpa” do destino, uma nova vaga surgiu no ano seguinte, desta vez em Apucarana (PR). Lá foi ele outra vez, agora de Alvorada para Apucarana. Fez o teste na Cultura FM. Passaram-se 15 dias, Bruce já estava desistindo da vaga quando tocou o telefone da loja em que trabalhava como vendedor de móveis. Era o tal diretor da rádio pedindo para que ele fosse imediatamente a Apucarana. Bruce não pensou duas vezes.

 

Mesmo com a dificuldade de precisar pegar dois ônibus (Alvorada-Londrina e Londrina-Apucarana), às 8 da manhã já estava no estúdio esperando ser chamado – o que aconteceu só no fim do dia. Mas isso não importava, pois só de estar lá acompanhando aquele ambiente e a correria de comunicação já ficou maravilhado.

 

Chegou o fim do dia e com ele a resposta de que tinha passado no teste para a Rádio Cultura FM. Com apenas 17 anos, não sabia por onde começar, porém sabia o que queria para a vida. O garoto nunca tinha morado fora de casa. Voltou para Alvorada, falou com a mãe, que o incentivou. Dois dias depois foi morar em uma república e começou de vez na rádio.

 

Os treinamentos eram feitos de madrugada. Ele chegava às 22h e saía às 6h. Ia para casa às 7h. Dormia, acordava, almoçava e ao meio-dia já estava de volta, pois o menino queria fazer a “coisa” acontecer.

 

Acontecendo

 

Ficou dois anos na Cultura FM e, em 1988, foi chamado para trabalhar na Antena 1 em Itajaí (SC) – rádio de referência que tinha uma das maiores audiências do estado. Das 14h às 18h, era Bruce quem fazia a animação. Atendia ouvinte, dava prêmio, entrevistava cantores. Entre eles: Roupa Nova, Fábio Júnior, Titãs e até Raul Seixas, que foi junto com Marcelo Nova.

 

Nesse mesmo tempo, resolveu arriscar-se outra vez, agora na TV. Para ganhar uma grana extra, começou a trabalhar na RCE TV, onde apresentava o jornal do meio-dia.

 

No dia 30 de novembro de 1991, conheceu aquela que viria a ser sua esposa. Um tempo depois a moça engravidou, e Bruce recebeu uma proposta de emprego na Rádio Cultura FM Foz. Foi para a nova cidade fazer um teste e acabou ficando.

 

Chegando a Foz

 

Foi contratado como locutor, mas também era produtor. Ficou apaixonado pelo município e nunca mais quis sair. “Cidade top. Naquele momento eu precisava crescer. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida ter vindo pra cá. Oportunidades foram surgindo”, conta.

 

Passou-se um ano e algumas visitas à cidade para que Simone, juntamente com o recém-nascido Felipe, viesse também a Foz. A vida de Bruce e de Simone juntos estava apenas começando.

 

Alugaram uma quitinete modesta. Sem luxo e também sem muito dinheiro, não esquece um conhecido – gerente de uma loja de eletrodomésticos – que abriu o “coração” e aceitou ser fiador para que ele pudesse parcelar uma geladeira e o fogão. Os talheres? Todos emprestados. Somente anos depois conseguiram alugar um sobradinho no qual ficaram até terem condições para comprar a casa própria.

 

Em 1993 começou a trabalhar como apresentador do programa Mercado Imobiliário, na TV Naipi. Apresentou também o Jornal do Meio-Dia e recentemente esteve à frente do programa Mega Sorte, que sorteava prêmios pela televisão todos os domingos.

 

Bruce comprou seu “templo” – como costuma brincar – em 1997, escritório e casa. É no seu lar, fruto do trabalho suado, onde costuma passar a maior parte do tempo. Para sua felicidade, hoje em dia trabalha ao lado do filho mais velho, Felipe, que é publicitário, e juntos tocam o Cine Midia, Mídia em Cinema. Na casa, além de Simone e Felipe, vive também Amanda, filha caçula do casal, que com apenas 13 anos já segue os passos do pai babão, grava comerciais e faz locuções e adora cantar – os quais Bruce exibe todo feliz.

 

Mas para ser considerado uma das vozes mais conhecidas de Foz do Iguaçu, ele conta que não foi de “mão beijada”. Teve de correr atrás e fazer seu nome por conta própria.

 

Faz 15 anos que é contratado da Itaipu para fazer o cerimonial de eventos. Além disso, hoje em dia é ele quem toma conta das mídias que aparecem no cinema do Shopping JL. Porém nada disso teria conseguido se não fosse a ajuda de sua amada família, a qual Bruce não troca por nada nem trabalho algum.

 

“Todo meu sucesso depende da minha família. A maior vaidade que eu tenho é dizer que eu tenho uma excelente família, que é a minha base. Perfeito não, mas posso dizer que a gente é muito feliz”, finaliza. 

 

Fotos: Arquivo

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