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Ciudad del Este

A História do Dia Das Crianças do Paraguai

A História do Dia Das Crianças do Paraguai
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17/08/2017 15:37hs

Por: Nina Schmidt

Foto: FDRA - Historia de la Defensa

 

Diferentemente do resto do mundo, o Paraguai ‘comemorou’ ontem, 16 de agosto, o dia das crianças. O “día del Niño” foi declarado em 1948 pelo então presidente, Juan Manuel Frutos, em memória das crianças que morreram na Batalha de Campo Grande.

 

No dia 16 de agosto de 1869, ocorreu a Batalha de Campo Grande (Batalla de Acosta Ñu). A batalha fez parte da Guerra entre o Paraguai e a Tríplice Aliança (Uruguai, Argentina e Brasil) e durou cinco anos.

 

Enfraquecido pela guerra que ocorria desde 1864, o Paraguai estava em desvantagem numérica e assim, o então ditador Francisco Solano López ordenou que cerca de 3.500 crianças fossem mandadas para a batalha.

 

No exército brasileiro, Conde D’Eu foi escolhido por Dom Pedro II para substituir o general brasileiro Duque de Caxias e comandar em torno de 20 mil soldados.

 

De acordo com José Chiavenato, crianças de seis a oito anos, apavorados com a guerra, choravam e agarravam as pernas dos soldados brasileiros, implorando que não os matassem.

 

Mesmo assim, o exército brasileiro atacou sem nenhuma hesitação. Escondidas, muitas mães observavam a batalha de uma floresta próxima à planície, enquanto pouquíssimas realmente pegaram lanças e se juntaram ao grupo.

 

Com quatro mil pessoas no exército paraguaio - incluindo crianças, adultos e idosos- contra vinte mil soldados para o exército da tríplice aliança, o Paraguai não teve chances. Assim, após aproximadamente oito horas, com o exército paraguaio exaurido e a batalha terminada, as mães saíram da floresta para resgatar os corpos de seus filhos e socorrer os poucos que haviam sobrevivido. Mesmo com o exército paraguaio dilacerado, o general Conde D ?Eu ordenou que colocassem fogo no matagal, matando as mães e os sobreviventes. Sua ordem foi que matassem “hasta el feto del vientre de la mujer”.

 

A “Batalla de Acosta Ñu” foi brutal e resultou na morte de mais de três mil crianças paraguaias. Assim, há 69 anos, o Paraguai lembra desta data com respeito em memória de suas crianças.

 

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